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Porto Seguro, 23 de Setembro de 2014
Porto Seguro
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22/09/2014
por Miro
Rui, Otto, Ronaldo e Robério garantem a hora da virada

 

Após terem realizado uma das maiores carreatas da história de Porto Seguro no último sábado, a caravana governista, liderada pelos candidatos Rui Costa, Otto Alencar, Ronaldo Carletto e Robério Oliveira, em entrevista exclusiva às rádios Band FM 96,3  e Brilho Sol FM 104,9, e que vão ao ar nesta segunda-feira,  garantiram que o cenário político da Bahia já mudou substancialmente.

Segundo Rui Costa, o quadro eleitoral já é completamente inverso ao das últimas pesquisas publicadas. “Ontem mesmo estivemos em Bom Jesus de Lapa, num comício com 11.000 pessoas, e por onde a gente tem andado temos recebido o apoio e o carinho da população. Com certeza, no dia 5 de outubro, o povo baiano saberá escolher o melhor para governá-lo”, garante Rui.

Otto è frente de Geddel

Por sua vez, o candidato ao Senado, Otto Alencar, pareceu ainda mais otimista. “Já ultrapassamos nosso adversário à nível de Senado, conforme indicam as últimas pesquisas internas, sendo que Rui no mínimo vai pro segundo turno, caso já não vença no primeiro”, avaliou o vice-governador.

Ronaldo e Robério também confiantes

Quem também esbanjou otimismo na entrevista foram os candidatos a deputado federal e estadual, Ronaldo Carletto e Robério Oliveira, respectivamente. “Chegou a hora da virada, Otto já ultrapassou Geddel e Rui encostou em Paulo Souto. Não tem pra ninguém: é Dilma presidente, Rui governador, Otto no Senado e eu e Robério como deputados”, disparou Carletto.

Enquanto isso, ainda mais empolgado com a eleição, o ex-prefeito Robério Oliveira disse que “esta é a maior carreata da história de Porto Seguro e a certeza de que teremos uma grande votação aqui no Extremo Sul. Isso vem se espalhando pelo Estado inteiro, mostrando que o povo baiano não quer a volta do passado e do atraso. Junto com Dilma, Rui, Otto e Ronaldo, vamos fazer muito pela região.”, declara Roberio.

Prefeita e vereadores acreditam na vitória

Já a prefeita Cláudia Oliveira, juntamente com os vereadores Paulinho Toa Toa e Evaí Fonseca, garante não ter dúvidas com relação à vitória da caravana governista. “A gente sente isso por anda passa, este carinho, esta atenção e reconhecimento da população pelo trabalho que estamos fazendo. Não tenho dúvidas de que teremos uma grande vitória no dia 5 de outubro”, garante a prefeita Cláudia Oliveira.

Clique AQUI e ouça as entrevistas exclusivas concedidas por Rui Costa, Otto Alencar, prefeita  Cláudia Oliveira, deputado Ronaldo Carletto, Robério Oliveira, Paulinho Toa Toa e Evaí Fonseca.

Veja ainda hoje, aqui no Blog, as imagens da carreata governista do último sábado.

 

21/09/2014
por Miro
Ataques contra vereador Corea revelam desespero por parte de adversários

 

Confesso que não conheço e nem acompanho pessoalmente o trabalho desenvolvido pelo vereador Valcledes Seara, mais conhecido por Corea, atualmente candidato a deputado federal. Tudo que sei sobre o edil é que ele é um homem simples, prestativo, humilde, honesto, trabalhador e que gosta muito de ajudar os outros, sendo dono de uma pequena farmácia no Baianão, onde atende muitas pessoas carentes, geralmente servindo-lhes generosas xícaras de café. Dizem alguns que, diariamente, às 6:30 da manhã, Corea já está a postos, pessoalmente, com a farmácia aberta, para atender e  prosear com as pessoas.

E assim sendo  e assim agindo, ao contrário de muitos que lá só aparecem em períodos eleitorais, natural que seu nome seja respeitado, querido e bem avaliado no Complexo Frei Calixto, onde, também dizem as informações extra-oficiais, ele estaria liderando as pesquisas para intenção de votos, superando até mesmo o nome do deputado Ronaldo Carletto, ao menos naquele populoso bairro, embora Carletto, no município todo, deverá obter, pela primeira vez na história da cidade, a partir da sua dobradinha com Robério,  expressiva votação.

Ataques criminosos 

Digo isso para afirmar em alto e bom som que é coisa de bandidos políticos, de gente mau caráter, os panfletos apócrifos e criminosos distribuídos no bairro e que visam denegrir e macular a imagem do vereador, um homem  de idade, pai de família e que merecia no mínimo maior respeito por parte dos seus adversários.

Claro que isso tudo não passa de puro desespero, por parte de quem vê, a cada eleição que passa, ruir seu outrora reduto eleitoral e poderio político. Ora, se os poderosos adversários de Corea aparecem mal nas pesquisas realizadas no bairro, a culpa não é do vereador e, sim, deles mesmos, omissos e maus políticos que foram.

Será que este pessoal, acumulando derrotas em cima de derrotas, não vai aprender nunca que este tipo de politicagem barata e leviana não cabe mais em nossos dias atuais? Será que estes "pulíticos", como diria o saudoso Giovanni de Vita, não vão entender nunca que existe um Deus supremo e soberano a  reger - e a escolher ou a permitir, para o bem ou para o mal - os nossos dirigentes aqui na terra?

Santa ingenuidade

Tem gente que parece que parou literalmente no tempo. Hoje em dia as pessoas não são mais bobas ou ingênuas ao ponto de acreditarem em panfletos anônimos. Isso é coisa do passado, de uns  10 ou 15 anos atrás. É por essa e tantas outras que este pessoal vai cavando abismos cada vez mais profundos e  que os afastam a cada dia mais e mais do tão sonhado poder.

Deus é amor e  perdoa, claro. Mas também castiga os teimosos e arrogantes, os quue insistem em trilhar o caminho da mentira e dos maus.  Depois não perguntem por que a vida tem lhes sido tão dura e amarga. 

19/09/2014
por Miro
Candidaturas de Ronaldo e Robério recebem a adesão de centenas de taxistas

 

Liderados pelo ex-vereador Robson Vinhas, presidente da Coopporto – a cooperativa de táxis que trabalha junto ao aeroporto – centenas de taxistas e familiares, além de diversas lideranças políticas de Porto Seguro e Eunápolis,  estiveram reunidos na última quarta-feira, para um jantar na fazenda do deputado Ronaldo Carletto, para emprestarem seus apoios políticos à dobradinha Ronaldo e Robério, a única, aliás, que tem se destacado e tido visibilidade  na região e que, ao que tudo indica, deverá receber expressiva votação.

Entre os diversos presentes, além dos dois anfitrões e de suas esposas, Carlette e Cláudia Oliveira, chamou a atenção o discurso do ex-vereador e hoje secretário Aliomar Bittencourt, e que pôde testemunhar aos taxistas todo o trabalho e a evolução patrimonial do Grupo Brasileiro, atualmente  a gerar 4.500 empregos diretos.

Emocionado, o deputado Ronaldo lembrou os tempos difíceis. “Naquela época, há 35 anos atrás, eu tinha duas opções: ou fazer uma faculdade ou optar pelo trabalho. Como não tínhamos faculdades na região  e minha família não tinha grandes recursos, optei pelo trabalho. Passei por todas as etapas que um trabalhador pode passar, tendo sido motorista, mecânico, cobrador e até mesmo borracheiro, motivo pelo qual sei valorizar o trabalho de cada um. Hoje os taxistas tem ar condicionado, direção hidráulica e câmbio hidramático, mas naquela época a situação era bem diferente”, lembrou Ronaldo.

Por sua vez, também visivelmente emocionado, o ex-prefeito Robério relembrou  toda a sua trajetória profissional e política. Eis aí a união de dois políticos e empresários mais do que vitoriosos.

Clique AQUI e ouça o que testemunhou o ex-vereador Bittencourt e AQUI parte do discurso de Ronaldo, e que vem a confirmar a importância e  a brilhante ascensão do Grupo Brasileiro.

18/09/2014
por Miro
Emocionada, Marina garante que não acabará com o Bolsa Família


Vítima de uma sórdida e maquiavélica campanha de difamação e desconstrução do seu programa de governo - já que contra ela pessoalmente os petralhas não tem como atacar - em recente encontro com empresários, a presidenciável Marina Silva quase foi às lágrimas ao lembrar as dificuldades passadas na infância, momento em que garantiu dar continuidade ao Bolsa Família.

Comovente o discurso de Marina, e que, ao que tudo indica,  deve ser a próxima presidente do Brasil.
 

18/09/2014
por
Senador Mário Couto denuncia fortuna de Lulinha no Senado


 

Há muito tempo a Revista Veja vem denunciando as maracutaias envolvendo o filho do ex-presidente Lula.

Vejam e ouçam, caros leitores, a declaração feita recentemente no Senado Federal pelo Senador Mário Couto Filho,  do Estado do Pará,  sobre a investigação aberta pela Receita Federal para apurar o grande enriquecimento do filho do ex-presidente Lula, conhecido como Lulinha.

Recordando, Fábio Luís Lula da Silva ou Lulinha, trabalhava como monitor do Parque Zoológico de São Paulo onde recebia no ano de 2002 um salário de R$ 600,00 por mês.

Hoje é um dos maiores e mais ricos empresários do Brasil e até o final do ano de 2010 possuía, sem poder, inclusive passaporte diplomático. Dizem também ser o dono da Friboi, e que recebeu recentemente  do governo Dilma Rousseff um empréstimo de 30 bilhões de reais.

Segundo informações de um empresário de Porto Seguro, e que possui fazenda no Pará, já reveladas ao blog há muito tempo, Lulinha só compra boiadas acima de 50.000 cabeças, sendo o maior comprador de gado para abate do Estado. .

17/09/2014
por Miro
O sonho de Robério Oliveira seria o Governo do Estado?

O ex-prefeito se transformou num verdadeiro fenômeno de popularidade.

Sei de antemão que a turma do contra certamente vai esbravejar com as colocações que faço. Faz parte. Mas, dia desses, recebi de um grande empresário de Salvador, e que possui profundos laços comerciais e afetivos com Porto Seguro, via WhatsApp, uma mensagem que me chamou bastante a atenção.

 Ela dizia mais ou menos assim. “Não tenho dúvidas de que Robério deverá ter uma das maiores votações da história da Bahia, devendo ser, com certeza, o deputado estadual mais votado do Extremo Sul. Com tal votação e dada a sua capacidade de articulação, ele certamente também poderá se candidatar a presidente da Assembleia Legislativa, reunindo forças e se tornando o maior político do Sul do Estado, o que, na verdade, já é. Daí para se lançar a governador será um pulo.

Isso seria muito bom para Porto Seguro, para toda a região e, sobretudo, para a Bahia, já que Robério vem se revelando um verdadeiro fenômeno eleitoral, além de ser o grande responsável pelas mudanças que estão acontecendo  na região”, declarou o  empresário, cujo nome, por óbvio, prefiro não declinar, mas cuja mensagem está guardada em meu celular.

E é verdade mesmo

Aí parei para pensar com os meus botões e, ao analisar friamente  a trajetória política do ex-prefeito de Eunápolis e ex-secretário de Porto Seguro,  sobretudo a forma como ele entrou na política e como foi eleito, assim como o amor e o vigor com que ele tem abraçado a causa pública, se dedicando à ela de corpo e alma, não tendo um dia sequer de folga e fazendo um sacrifício descomunal, ao abrir mão da sua vida pessoal para atender pessoas – e ele atende pessoalmente a centenas por semana – se dedicando a mais de 18 horas diárias em sua atividade, passei a acreditar nesta espécie de profecia do meu amigo empresário.

Sim, queiram ou não seus adversários e desafetos, hoje não existe político nenhum à nível de Extremo Sul do Estado capaz de lhe fazer frente. Ninguém fez mais do que ele por Eunápolis e Porto Seguro nos últimos 10 anos. Robério tornou-se um verdadeiro gigante, imbatível nas urnas e com fôlego e disposição inigualáveis.

Por capacidade e predisposição

E que ninguém venha me dizer que tal poder se deve ao dinheiro. Primeiro, porque o ex-prefeito investe tudo o que ganha na política, vive geralmente duro, do tipo que vive correndo atrás do vento, tentando abraçar o mundo, movido pela paixão pela política. Quem o conhece bem sabe que não minto e nem exagero.

Segundo, porque somente o dinheiro não capacita alguém a realizar e a se empenhar  tanto em prol da causa pública.  Estão aí os exemplos dos ex-prefeitos Paulo Dapé, Ubaldino Junior, Jânio Natal e Gilberto Abade, que tiveram as mesmas oportunidades que Robério, mas que as deixaram escorregar pelas próprias mãos.

Robério, que, especula-se,  deve beirar os 150.000 votos nesta eleição, ao que tudo indica, e se depender da sua vontade, deve, sim, sonhar com o Governo do Estado.

15/09/2014
por Miro
Senador Magno Malta se revolta contra exclusão de ensinamentos religiosos nos tratamentos de dependentes químicos


 

Certamente completamente alheios ao problema das drogas, onde a crença num poder superior – obviamente da maneira como cada um entende e concebe Deus – onde milagres acontecem, o Senador Magno Malta fez recentemente um duro discurso da tribuna do Senado, contra a decisão da Secretaria Nacional de Política Contra as Drogas, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, e que visa, através de resolução a ser assinada este mês pela presidente Dilma Rousseff, proibir que clínicas terapêuticas de recuperação de dependentes químicos  possam usar de ensinamentos bíblicos ou teorias religiosas como forma de incentivar os adictos a abandonar o uso das mesmas.

Um verdadeiro absurdo e atentado a um País cuja Constituição Federal assegura a laicidade, o direito à livre crença e confissão de fé, ao culto  e à expressão do pensamento, seja acreditando nos ensinamentos das Igrejas Católicas e Evangélicas, seja crendo no Espiritismo, no Candomblé, em Buda ou em quem o cidadão porventura quiser.

Mas, pergunto: de ateus e à toas, o que mais poderia se esperar? Vale lembrar que, segundo Magno Malta, com seus 35 anos de experiência em retirar drogados das ruas, 85% dos viciados atendidos em seu centro de recuperação saem recuperados.

"Isso é coisa bolivariana, cubana. Eles querem intervir em casas de recuperação mantidas com a ajuda dos fiéis, mas, em compensação, não vêem nada de errado no fato do Estado patrocinar marchas gays", disparou Malta.

Para Malta, o único remédio contra as drogas é Deus de manhã, Jesus à tarde e o Espírito Santo de Deus à noite.

O assunto é polêmico. Se com Deus já é difícil largar as drogas, sem Ele fica praticamente impossível. Ao menos eu creio.

15/09/2014
por Miro
A fúria do PT contra Marina


 

Está registrada  na capa da Revista Veja desta semana a fúria descomunal que se abateu sobre o Partido dos Trabalhadores contra a candidatura da Senadora Marina Silva, outrora ardorosa defensora e militante do partido e que muito fez em defesa da legenda, quando esta ainda tinha uma proposta tida como séria para governar este país.

Infelizmente, conforme relata e detalha bem a revista, nunca se viu uma campanha tão sórdida e suja contra uma candidata. Lamentável, sob todos os aspectos que se possa imaginar ou tentar justificar.

Mas Marina, que só aprendeu a ler aos 15 anos, que foi empregada doméstica e que se tornou Ministra e Senadora da República, está mostrando aos petralhas que tem discurso de sobra para combater os demagogos e aqueles que tentam, sob todas as formas, transformar o Brasil numa ditadura para acomodar os companheiros em confortáveis cargos públicos a qualquer preço.

Clique AQUI e leia a reportagem completa sobre os golpes baixos sofridos pela senadora e presidenciável.

Veja também o vídeo  de Marina sobre os ataques recebidos. 

15/09/2014
por Miro
Rui Costa

 

por Fernando Duarte/ Juliana Almirante | Fotos: Jamile Amine


Em entrevista ao Bahia Notícias, o candidato ao governo estadual Rui Costa (PT) defende com unhas e dentes a administração de Jaques Wagner (PT) e concentra as críticas na gestão do ex-governador Paulo Souto, que até agora lidera as pesquisas de intenção de voto.
 
Por ter participado da administração petista como secretário de Relações Institucionais e Casa Civil, ele acredita que, em todas as áreas, “sem exceção”, o governo Wagner foi melhor do que o democrata. “Nós vivíamos [...] o crescimento de 87% da criminalidade. De 2007 para cá, eu diria que houve um investimento forte na parte da infraestrutura e da valorização dos profissionais de segurança”, comenta Rui sobre o tema mais abordado pelo concorrente, a segurança pública.
 
Rui elenca ainda novas propostas para o setor: investimento na inteligência, na investigação e nas corregedorias das polícias Civil e Militar. O economista de formação também fala sobre a necessidade de mudar a estratégia de isenção fiscal para atração de capital privado no estado. “A Bahia precisa mostrar competência. [...]Aí eu me refiro a investimentos em infraestrutura viária, urbana, de mobilidade, nas estradas, aeroportos, ferrovias e portos”, avalia.
 
Na educação, sua principal bandeira é a escola de tempo integral, com a meta de 300 unidades até o fim do eventual mandato. Também pretende criar o “Saúde Para Todos”, para regionalizar o sistema, além de implantar sete hospitais no estado, ao contar com a redes municipal, estadual, filantrópica e privada.
 
O postulante do PT pede o voto aos eleitores para que possam "juntos construir uma Bahia moderna, do futuro": "Em que possamos recordar da Bahia do passado apenas nos livros de história, com os dois milhões de analfabetos, mais de três milhões de pessoas sem energia elétrica, as estradas esburacadas, com péssimos indicadores sociais".
 

 
Bahia Notícias – A presença do ex-presidente Lula neste 3 de setembro no estado é uma busca para ampliar a sua penetração e o conhecimento das pessoas sobre você, já que Lula é bastante popular junto à população baiana?
 
Rui Costa  – Não se trata apenas da popularidade. Se trata da identificação da minha candidatura com esse projeto político. No meu entendimento, as pessoas não vão escolher apenas nomes no dia 5 de outubro. Elas vão escolher projetos políticos. Opções políticas, sociais, econômicas para o país e para a Bahia. Portanto, é bom ficar claro para todas as pessoas com que grupo político cada candidato está, com qual A opção política ele está vinculado. E, portanto, como eu considero que o presidente Lula fez na história recente do país a maior transformação econômica, social e política, para melhor, é importante que haja uma identificação da minha candidatura com esse projeto político, que ele iniciou em janeiro de 2003.
 
BN  –  Além da questão política, do apoio de Lula, tem um projeto político que é encabeçado pelo PT desde janeiro de 2003, como você colocou. Qual dessas propostas de janeiro de 2003 o senhor pretende implantar caso seja eleito em outubro?
 
RC  –  Acho que a matriz da proposta permanece, porque uma transformação em um país, em um estado, precisa de tempo para ocorrer. Eu me refiro a oportunidades na educação. Se nós olharmos o cenário de hoje e o cenário passado, a Bahia tinha apenas uma universidade federal. Hoje tem seis. A Bahia tinha uma escola técnica e chegaremos esse ano a 33 unidades federais. A Bahia, no passado, tinha quatro mil alunos matriculados no ensino profissionalizante da rede estadual. Esse ano tem 70 mil. A Bahia tinha uma infraestrutura totalmente precária, na capital e no interior. Hoje nós temos na capital um investimento em curso de R$ 8 bilhões, que é o maior investimento da história da Bahia. Enfim, a essência do que começou em 2003 continua, que é dar oportunidades e construir uma democracia, não só na política, mas na oportunidade das pessoas. Na oportunidade de um trabalhador rural e uma empregada doméstica formar um filho em medicina ou engenharia, ou formar um filho técnico que vai trabalhar na indústria. A oportunidade de ter acesso a seus tratamentos de saúde. A oportunidade de ter um emprego, enfim. A democracia no país não se define apenas no aspecto político e se afirma na oportunidade nas diversas áreas para as pessoas. E esse processo continua. Tínhamos dois milhões e meio de baianos que não tinham acesso à energia elétrica e hoje o estado é mais democrático. Quatro milhões passaram a ter acesso à água potável. Enfim, isso tudo eu chamo de democracia e não só o conceito restrito do acesso ao direito de voto ou a democracia stricto sensu do aspecto político.
 
BN  –  Enquanto candidato apoiado pelo atual governador isso coloca você em uma situação diferenciada dos demais candidatos ao governo. Faltou alguma coisa nesses últimos anos em que o PT está à frente do governo do Estado? O que precisa ser feito que vai ser um diferencial seu?
 
RC  –  Nenhum governo faz tudo. Em todas as áreas, o balanço – e eu estou pedindo ao povo que compare com os oito anos do governo anterior, do ex-governador que quer voltar –, sem exceção, o governo Jaques Wagner foi melhor. Em abastecimento de água, ele investiu quase três vezes mais. Em saneamento, duas vezes e meio a mais. Os orçamentos das universidades quase três vezes mais. Em segurança e em estradas, duas vezes e meio a mais. Em segurança pública, que é o tema que o candidato da oposição mais gosta, ele tem uma medalha de ouro de campeão entre todos os governadores da história da Bahia, de crescimento de homicídios. O número de homicídios que ele recebeu em dezembro de 2002 e o que ele entregou em dezembro de 2006 cresceu em 87%. Nenhum governador na história da Bahia conseguiu essa proeza conseguida por ele. É a única coisa que ele tem em vantagem em relação a nós. E o outro número que ele tem em vantagem é o investimento por ano em propaganda. Ele foi o governador na história da Bahia que mais investiu em propaganda. Então essas duas medalhas de ouro tem: o governador que mais cresceu os homicídios no estado e o que mais gastou por ano em propaganda.
 

 
BN  –  Esquecendo um pouco o passado, como planejar o governo do Estado para os próximos quatro anos, já que é esse o seu primeiro pleito?
 
RC  –  O governo da Bahia tem que ser ousado. O modelo de desenvolvimento do estado foi alicerçado até aqui e no nordeste, eu diria, na guerra fiscal. Esse modelo de guerra fiscal acabou. Esse não será, nem no presente, nem no futuro, um modelo de atração de empregos e de empresas para a Bahia. O modelo tem que ser onde a Bahia vai mostrar competência. Vai mostrar competitividade na atração dessas empresas. Para isso, precisam haver grandes investimentos que tornem a produção no estado da Bahia competitiva em relação a produzir a outros estados. Aí eu me refiro a investimentos em infraestrutura viária, urbana, de mobilidade, infraestrutura nas estradas, aeroportos, ferrovias e portos. Ou seja, nós precisamos tornar a produção baiana mais barata do que produzir em outros estados. A Bahia precisa mostrar competência. Essa infraestrutura tem que estar associada a condições de educação e de formação profissional que também forneçam mão-de-obra. E as condições de vida das pessoas que aqui vão trabalhar e produzir. Eu diria que esse é o grande desafio e por isso, um governador não pode repetir os erros do passado, onde durante oito anos, se assistiu, por exemplo, Pernambuco lutar e realizar um porto. Enquanto o governo aqui ficou de braços cruzados porque colocou o interesse partidário acima do interesse dos baianos e não foi buscar junto ao governo federal obras estruturantes. Só no governo Jaques Wagner a Bahia viu serem materializados projetos estruturantes a exemplo da ferrovia e das obras de mobilidade em Salvador, do porto sul, enfim várias obras de grande porte que estão em andamento no estado.
 
BN  –  Vamos partir agora para temas específicos que são bastante recorrentes da campanha eleitoral. Quais são as propostas que o senhor tem para a área de educação no estado?
 
RC  –  A minha meta são 300 escolas em tempo integral. A Bahia tem hoje cerca de 1300 escolas e proponho que no mínimo 300 sejam de tempo integral. Eu estou propondo ampliar. Wagner recebeu com quatro mil matrículas no ensino profissionalizante. Hoje tem setenta mil alunos matriculados. Estou propondo 150 mil alunos matriculados no ensino profissionalizante. Estou propondo a garantia do estágio para todos os alunos que estudarem na rede estadual de curso profissionalizante. Estou propondo uma bolsa de estudo permanente para todo estudante carente que estiver cursando em uma das quatro universidades estaduais da Bahia. Ou seja, aqueles jovens que muitas vezes abandonam a universidade por falta de condição financeira, nós vamos dar uma assistência de permanência para que consigam concluir seus cursos. E evidentemente, a busca da qualidade da educação, que será permanente, com a implementação do Pacto pela Educação com os municípios. O Estado cuida da conta intermediária ou final, do segundo grau ou da universidade. É preciso cuidar do resto, da formação educacional que está sob a responsabilidade dos municípios. Então é preciso cuidar das creches, do ensino fundamental e dos chamados ensino básico, para que nós tenhamos uma qualidade de ensino desde a creche. Para quando os alunos cheguem na rede estadual, estejam com uma formação bem sólida. 
 
BN  –  Quais são as perspectivas do projeto do senhor para a área de saúde?
 
RC  –  Lula criou o Luz Para Todos. O Wagner criou o Água Para Todos e estou propondo criar o Saúde Para Todos. A proposta é regionalizar a atenção à saúde. Primeiramente inaugurar, ao longo dos quatro anos, sete novos hospitais na Bahia. Contratando serviços ou fazendo parcerias com hospitais municipais filantrópicos e privados. Portanto, serão os hospitais estaduais, municipais, filantrópicos e privados. Essa rede terá que garantir a atenção regionalizada ao fim de quatro anos. Garantindo que as pessoas possam fazer seus tratamentos de saúde nas próprias regiões. Só em casos mais excepcionais que seriam, eventualmente, deslocados para a capital. Mas o maior volume, quase a totalidade, ser feito na própria região. A exemplo, cirurgias ortopédicas que necessitam da vida para Salvador. Nós queremos fazer com que essas cirurgias, exames e tratamentos sejam feitos nas próprias regiões.
 

 
BN  –  O senhor mesmo trouxe que uma das questões mais delicadas que estão sendo tratadas na campanha eleitoral de 2014 é a questão da segurança pública. Quais são os avanços que o senhor pretende implantar no estado a partir de 2015?
 
RC  –  Se eu analisar no tempo recente, eu vou chegar à conclusão de que a Bahia tinha a pior infraestrutura policial e de segurança entre todos os estados da federação. Já que antes de 2007, mais de 200 cidades não tinham sequer uma viatura. Os policiais tinham péssima remuneração, nem tinham alimentação no interior. Nós vivíamos, como eu mostrei, e são dados oficiais, o crescimento de 87% da criminalidade. De 2007 para cá, eu diria que houve um investimento forte na parte da infraestrutura e da valorização dos profissionais de segurança. Então hoje nós temos viaturas novas, armamento, enfim. A infraestrutura policial foi remodelada e requalificada. Os próximos passos é avançar na busca dos indicadores de segurança pública. Nós vamos conseguir isso. Eu comparo sempre, em toda entrevista, para ficar mais didático para a população, que segurança pública no meu conceito é como se fosse uma moeda que tem um lado cara e outro coroa. De um lado é o aparelho repressivo do Estado para os grupos organizados criminosos, sejam os traficantes. Para isso, do lado policial da moeda, vamos criar pelotões especiais, mais três pelotões na Bahia. Levar o Graer, o grupamento aéreo, para o interior do estado. Ao final do meu mandato, quero pelo menos em cinco regiões do estado o Graer funcionando. Porque facilita a perseguição e a prisão dos bandidos. Quero fazer um investimento forte na inteligência e na investigação das polícias Civil e Militar. Fazer um investimento pesado nas corregedorias das polícias, para separar o joio do trigo. A quase totalidade dos policiais são pais de família, são homens de bem, que querem ajudar a segurança da população. Mas aqui e ali aparecem pessoas que estão hoje dentro da corporação com vínculos com o mundo do crime. Essas pessoas precisam ser excluídas e para isso é preciso investigação e corregedoria forte. Nós vamos fazer isso. Para completar esse lado do policiamento, eu diria que é ampliar o monitoramento por câmeras. Algumas cidades da Bahia já têm. As que já têm vamos ampliar o número de ruas ou de áreas que são monitoradas. Nas cidades que ainda não têm nós vamos instalar para que isso aumente a eficiência do policiamento. Esse é o lado repressivo. O outro lado da moeda é o das políticas e programas sociais. Então parte vai ser respondido com que eu falei da educação, escola de tempo integral e ensino profissionalizante. E também com investimento mais forte em arte, cultura e esporte. Em arte e cultura, com a orquestra Neojibá, quero implantar, até o final do meu governo, que todo território da Bahia tenha um núcleo, despertando o gosto da juventude pela música. Segundo, ter em todos os territórios espaços culturais funcionando. Onde já existe, reformar, ampliar e colocar em amplo funcionamento; onde não, construir para que tenhamos espaços onde a juventude possa despertar seu talento para a arte, o teatro, a música, seja para estar ali como consumidor de cultura. E também implementar os circuitos culturais no interior. E também as atividades esportivas em parceria com as prefeituras. A proposta é aumentar a repressão de um lado e a oferta de educação, esporte e lazer do outro, para do construir uma sociedade de paz na Bahia.
 
BN  –  O senhor participou de boa parte do governo Wagner e agora apresentou uma série de propostas e alternativas de avanços. Não foi possível fazer essas propostas serem implantadas em oito anos?
 
RC  –  Algumas delas foram feitas, eu citei aqui a formação profissional. Wagner recebeu quatro mil matrículas na Bahia inteira. Esse ano tem 70 mil. Foram quase 20 vezes o número de vagas multiplicadas. Wagner recebeu um estado com duas vezes e meio menos investimentos em segurança pública. Mais de 200 cidades não tinham viaturas. Hoje todas as cidades da Bahia tinham viaturas. A maioria dos policiais militares não tinham colete à prova de balas. Hoje quase a totalidade têm colete à prova de balas. Metade dos policiais civis não tinham pistola e faziam revezamento das armas. Hoje todos os policiais civis têm pistola. Então muita coisa avançou, mas não foi feito tudo. Ainda falta fazer. Evidentemente que em sete anos avançou-se bastante mas ainda tem muito por fazer.
 
BN  –  Uma discussão bem ampla durante a disputa eleitoral é a questão da governabilidade. O senhor tem o apoio de diversos partidos na coligação e isso, caso você seja eleito, vai seguir uma repartição do governo?
 
RC  –  Eu vou governar buscando compor o governo com o conjunto de pessoas que possam contribuir para a administração e para a eficiência da máquina pública. No meu governo, não será colocado ninguém nem como secretário nem assessor que não possa contribuir naquela área. Não será colocado nenhum estranho no ninho. Isso posso garantir e você pode colocar na entrevista em letras garrafais. Nenhum estranho no ninho será colocado em pasta nenhuma. Para ser nomeada, a pessoa terá que conhecer a área para onde está indo e eu vou acompanhar e cobrar pessoalmente. Cada um tem seu estilo, seu jeito de fazer, de governar. O meu estilo é de acompanhar e cobrar de perto as responsabilidades de cada um.
 

 
BN  –  A construção da governabilidade na Assembleia funcionará a partir da coligação que o senhor já apresentou? Como será o relacionamento com os partidos dentro do governo e na Assembleia Legislativa no seu eventual governo?
 
RC  –  Evidentemente que a montagem será a partir da nossa coligação. A expectativa é que nós tenhamos a maioria na Assembleia e vamos governar com esses deputados que participaram da coligação. Evidentemente mantendo o diálogo e recepcionando todas as propostas que forem boas para a Bahia. Não vou repetir aquele modelo do passado, que nem erro ortográfico corrigia. Nós vamos continuar e avançar nesse ritmo introduzido pelo governador Jaques Wagner, de que toda proposta boa, mesmo que venha da oposição, será recepcionada. 
 
BN  –  Agora vamos partir um pouco para a comparação nacional. Dilma hoje enfrenta uma situação atípica. Até pouco tempo, a aposta era que a candidatura federal auxiliasse aqui no governo do estado. Muda alguma coisa na sua estratégia.
 
RC  –  Não. A estratégia continua a mesma. Eu continuo pedindo votos para Dilma. Ela é a melhor presidente para a Bahia. Não tenho dúvida em afirmar isso. Nenhum presidente na história recente do Brasil ajudou tanto a Bahia quanto a presidente Dilma.
 
BN  –  Inclusive Lula?
 
RC  –  Digo isso porque no primeiro mandato de Lula o governador à época não apresentou projeto nenhum para a Bahia. Não foi buscar projeto nenhum. Pernambuco foi buscar o Porto de Suape no mandato de Lula, mas a Bahia não buscou projeto estruturante nenhum. Quais foram as obras estruturantes feitas nesse período? Nenhuma. Qual foi o grande projeto que o ex-governador botou debaixo do braço e fez pela Bahia, em Salvador e no interior? Eu não conheço nenhum. Até hoje, na TV, ele não apresentou nenhum. Ele só fez agredir e criticar. Portanto, no primeiro mandato, Lula ajudou como ajudou o país inteiro. Mas não teve nenhum projeto estruturante que ele fizesse aqui na Bahia. Depois que Wagner entrou, primeiro grande projeto que levou para a presidente foi a ferrovia [Oeste Leste]. E ele [Wagner] garantiu a ferrovia, que está em obras, tem 10 mil pessoas trabalhando e nós teremos o porto [Sul]. Mas no segundo mandato de Lula, que foi o primeiro de Wagner, nós tivemos um segundo problema, porque quando Wagner entrou, não tinha nenhum projeto na gaveta. As gavetas estavam vazias. O ex-governador além de não levar projetos ao ex-presidente também não deixou projetos prontos. Quando eu falo de projetos, são os estruturantes, não é projeto de calçamento e de pintura de meio-fio. É projeto estruturante que alavanque a economia e o emprego na Bahia. Ele não deixou nenhum. Portanto, no PAC I a Bahia penou para poder conseguir recursos porque não tinha projetos a apresentar ao governo federal. Esses projetos foram elaborados ao longo do primeiro mandato e na transição de Lula para Dilma foi que esses projetos ficaram maduros e aí sim, no governo de Dilma pudemos recepcionar grandes projetos. Seja de infraestrutura urbana, com R$ 8 bilhões aqui em Salvador.... Esses recursos vieram com Dilma: o metrô, o VLT, as avenidas Gal Costa, 29 de março, Orlando Gomes, todos esses projetos estruturantes de mobilidade vieram com Dilma. A ferrovia e o Porto Sul vem agora com a presidente Dilma. Vinte aeroportos no estado, inclusive o de Vitória da Conquista, que já está em obras. Começaram o planejamento e as obras com a presidente Dilma. Enfim esses projetos ficaram maduros agora na transição de Lula para Dilma e, por isso, posso afirmar que na história recente do Brasil, ela foi a presidente que mais ajudou a Bahia. Eu posso, com muita tranquilidade afirmar ao povo baiano que a presidente que vai dar continuidade às grandes obras que a Bahia precisa chama-se Dilma Rousseff. Entre todas as candidatas, na minha opinião, a que tem mais compromisso com a Bahia, a que não vai travar o desenvolvimento da Bahia. Eu sei do compromisso e da sensibilidade que ela tem com os baianos.
 

 
BN - O senhor tem um perfil muito executivo, diferente do perfil de Jaques Wagner, que é muito político, além de muito executor. Como suplantar o perfil executivo para que haja equilíbrio entre o executor e o político?
 
RC  –  Eu não sei se tomo isso como elogio ou crítica. Eu diria que eu tenho um pouco dos dois. As pessoas me caracterizam como executivo, que de fato eu sou, porque gosto de cobrar resultados. E na política eu também sou assim. Desde a origem, no sindicato, eu fiz movimento sindical durante muitos anos, e fazia eminentemente política. Eu não fazia gestão. Eu nunca fui administrador do sindicato. Eu era líder sindical. Eu fui líder de greve em 1985 no Polo Petroquímico. Mas eu sempre busquei, desde criança, sempre encarei as coisas que apareceram na minha vida como se fosse a única oportunidade que eu fosse ter. Quem vem de uma família muito pobre, como eu vim, toda vez que aparecia oportunidade na vida, eu encarava como a única. Então sempre busquei ser perfeccionista. Dizia que aquela era a oportunidade que eu tinha e tinha que agarrá-la. E na política foi a mesma coisa. Quando eu tinha que fazer movimento sindical, assembleia, eu sempre fazia assembleia grande, nunca quis fazer pequena. Na gestão é a mesma coisa, eu quero resultados concretos, não quero tentar fazer, eu quero fazer. Daí as pessoas me enxergarem como executivo. Mas eu diria que tenho um misto dos dois, do político e do executivo. Quem me conhece ao longo dos anos sabe disso. Eu sou de cobrar resultados, sempre fui assim como líder político e mais ainda quando passei a ser secretário. Você imagine como governador.
 
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